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O marxismo de David Harvey

26/04/2012

O que é chave para compreender o desenvolvimento histórico do capitalismo e as suas crises, o subconsumo ou a superacumulação? O que divide os marxistas nessa questão? Na apresentação em anexo constrói-se um argumento para mostrar com a aceitação ou a rejeição da lei tendencial da queda da taxa de lucro apresentada por Marx no terceiro livro de O Capital divide os marxistas em duas correntes antagônicas: os teóricos do subconsumismo e os teóricos da superacumulação. Esse pano de fundo é utilizado então para fazer um comentário crítico do livro O Enigma do Capital de David Harvey. Segue a apresentação em pdf: O enigma do capital e as crises do capitalismo

Capitalismo Zumbi

07/04/2012

Chris Harman e o capitalismo zumbi

Nesta nota de leitura, pretende-se apresentar o sentido geral das teses contidas no livro de Chris Harman, de 2009, que tem o seguinte título: Zombie capitalism – global crisis and the relevance of Marx, ou seja, capitalismo zumbi – crise global e a relevância de Marx. Neste livro, em cerca de 350 páginas, este autor visa explicar o desenvolvimento do capitalismo contemporâneo, mantendo fidelidade ao pensamento de Marx. Entre outros pontos, por exemplo, ele critica as ideias de dominância financeira e de financeirização que são muito difundidas no Brasil. Para ler essa matéria basta Baixar texto 27 aqui.

Dinheiro mundial inconversível

24/03/2012

Da controvérsia brasileira sobre o dinheiro mundial inconversível

Nesta nota faz-se um retorno à controvérsia brasileira sobre o dinheiro mundial inconversível, travada entre 1998 e 2002, da qual participaram diretamente Corazza, Carcanholo, Germer e indiretamente Paulani. Enquanto os três primeiros discutiram por meio de artigos publicados na Revista da SEP, Paulani forneceu à controvérsia um material de fundo, por meio de sua tese de doutoramento que versou sobre o dinheiro. Nesse retorno não se examinará os argumentos contidos nos artigos seguindo a sequência cronológica em que estes foram publicados, mas se procurará expor os principais dentro de uma ordem lógica que possibilite eliminar o mais possível certas ambiguidades. O objetivo final é tornar o tema mais bem compreensível, contribuindo para que outras pessoas possam se inteirar de uma matéria tão importante. Para ler a nota como um todo basta Baixar texto 26   aqui.

A grande falha do capitalismo

02/03/2012

Um resumo da tese de Andrew Kliman

em The Failure of capitalist production

A nota busca apresentar resumidamente a explicação dada por Andrew Kliman para a grande crise do capitalismo, a qual se manifestou fortemente a partir de 2007. Ela foi desenvolvida em seu livro A falha da produção capitalista – as causas subjacentes da grande recessão, publicado em 2012. Nessa obra, com base em uma investigação estatística extremamente árdua dos dados da economia norte-americana, ele sustenta a tese polêmica segundo a qual todo o desenvolvimento da crise, assim como as suas condições antecedentes, pode ser explicado estritamente com base nas concepções de Marx sobre as leis que determinam o evolver do capitalismo. Para ver o texto como um todo basta Baixar texto 25  aqui.

O enigma do capital

20/02/2012

O marxismo pé-no-chão de David Harvey

Nesta nota procura-se mostrar que a compreensão de capital e das crises do capitalismo apresentadas por David Harvey em seu livro O enigma do capital e as crises do capitalismo são conceitualmente equivocadas quando postas em confronto com as teses de Marx. Ele sustenta, por exemplo, que o capital é um fluxo, o que não está em convergência com o conceito marxiano de capital; para Marx, como sabe qualquer estudioso de O Capital,  é uma substância-sujeito. Ademais, a crise econômica para ele  decorre de um obstáculo ao circuito de reprodução do capital, quando, para Marx, é o próprio capital que engendra endogenamente as suas crises. Para ler essa crítica, que, aliás, não é muito longa,  basta Baixar texto 24.

Dos limites do valor

06/02/2012

Posição e Desmedida do Valor

Eleutério F. S. Prado e José Paulo Guedes Pinto

 O objetivo dessa nota vem a ser apresentar a questão do espaço histórico das categorias valor e trabalho abstrato. Isto é feito reinterpretando certos trechos da obra econômica de Marx, em especial O Capital e os Grundrisse.

Até o aparecimento do modo de produção capitalista, o valor não existia enquanto tal, pois ele não estava posto historicamente. Uma parte dos bens produzidos na antiguidade greco-romana se tornavam mercadorias e eram trocados por meio do dinheiro de modo regular; porém, durante esse período histórico, o valor se encontrava pressuposto. O mesmo continuou ocorrendo em todo período medieval. Para a dialética – é preciso enfatizar –, posição é determinação.

Quando surgiu o capitalismo na época moderna, o valor foi posto objetivamente na realidade social. Pois, só na época moderna se pode pensar com base na categoria de quantidade de trabalho socialmente necessária. Na forma capital, ele se tornou então sujeito do processo mercantil. Entretanto com o desenvolvimento desse modo de produção, ou seja, com o extraordinário aumento da produtividade do trabalho na grande indústria, o valor entra em crise, tornando-se desmedido.

A desmedida do valor explica a possibilidade do dinheiro mundial inconversível, o qual está na base da grande crise do capitalismo, ainda em andamento. Argumenta-se que a desmedida do valor produz intrinsecamente a desmedida do capital, especialmente na forma financeira. Há vários sinais de que o capitalismo está se tornando supérfluo para o desenvolvimento da sociedade. Ao contrário da opinião corrente, o socialismo é hoje uma possibilidade efetiva que está pressuposta no capitalismo contemporâneo, pois este perdeu a sua regulação sistêmica interna e se tornou descontrolado.

Resumo em inglês: ver abaixo. Texto em Portugues: Baixar Texto 23 (Na pasta Economia Política)

Position and De-measure of Value

The purpose of this paper is to discuss the question of the historical space of value and abstract labor categories. This is done by reinterpreting certain parts of Marx’s economic work, especially the Grundrisse and Capital.

Until the appearance of the capitalist mode of production, the value did not exist as such because he was not posited historically. A part of the goods produced in the Greco-Roman times became merchandises and were exchanged by means of money on a regular basis; but during all this historical period the value was not posited; it was presupposed. The same occurred throughout the medieval period. For the dialectic – it must be emphasized – position is determination.

When capitalism emerged in modern times, the value was posited objectively in the social reality. Only in modern times one can think with the category of quantity of labor socially necessary. Capital as a social form became the real subject of the economic process. However with the development of this mode of production, ie, with the extraordinary rise in labor productivity brought by large industry, occurred the crisis of value and it became de-measured (according to Hegel’s logic, the measure turns out to be de-measure when it became more and more indeterminate).

This de-measure explains the possibility of the world money inconvertible, which underlies the actual great crisis of capitalism, still in progress. It is argued that value de-measure produces intrinsically capital de-measure, especially in its financial forms. There are several signs that capitalism is becoming superfluous for the development of society. Contrary to current opinion, socialism is now a real possibility, something that is presupposed in contemporary capitalism because it has lost its internal systemic regulation and has become uncontrollable.

Dois métodos ou duas antropologias?

12/12/2011

Comentário ao artigo Os dois métodos e o núcleo duro da teoria econômica de Bresser-Pereira.

Sob esse título, faz-se um comentário ao artigo Os dois métodos e o núcleo duro da teoria econômica de Bresser-Pereira. Partindo desse texto sugestivo enquanto reflexão sobre a prática do economista, procura-se examinar as concepções de homem da economia política clássica e keynesiana em contraste com aquela, altamente redutora, encontrada na teoria econômica positiva (principalmente, na teoria neoclássica). Mostra-se que a primeira orientação pensa o homem de modo abstrato como homem econômico, mas ainda assim de um modo realista já que o apresenta como agente subsumido ao sistema econômico. Mostra-se, depois, que a segunda orientação procura apresentá-lo de modo mecânico e formal, como se ele fosse uma mera peça, e não um verdadeiro agente, de um grande autômato – o sistema mercantil. Distingue-se, ao final, a concepção de Marx porque ela não está baseada numa antropologia fundante, mas pensa o homem como um ser em devir que ainda se encontra alienado e que pode se realizar como tal no transcurso da história.

Texto completo: Pasta Notas: Posição (8).

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