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O mau humor do “mercado”

17/04/2014

Taxa de exploração no Brasil - 1990-2013 - IIIA eleição para o cargo de presidente da república se aproxima no Brasil. A disputa pela orientação de política econômica do futuro governo se acirra conforme se acirra a disputa política dos próprios candidatos. Sobem os tons das críticas à política econômica da presidente Dilma e do ministro Mantega. Mas, afinal, o que está centralmente em jogo nesse debate? Numa nota curta, procura-se mostrar que a questão central pendente entre os economistas diz respeito, em última análise, ao grau de exploração da força de trabalho e, assim, da taxa de lucro – mesmo se aqueles envolvidos na querela parecem tratar de outra coisa ou tratam dela de um modo indireto, encoberto, elusivo. Toma-se partido aqui, entretanto, por uma alternativa ao existente que não está sendo posta em pauta, mas que vem a ser a única saída racional para uma civilização em crise profunda.

Para ler o texto, clique aqui: O mau humor do mercado

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5 Comentários
  1. 19/04/2014 8:15

    Caro Prof. Oreiro
    Eu não emprego as teses marxistas, que o colega expõe corretamente, para criticá-lo. Também não me preocupo em aceitar ou contestar a teoria macroeconômica que embasa as suas teses sobre o desenvolvimento recente do Brasil. Vejo apenas que o professor se preocupa com o descolamento do salário real em relação ao aumento da produtividade do trabalho. E traduzo essa preocupação nos termos da teoria que adoto para compreender o capitalismo enquanto um modo de produção. Nessa teoria, a repartição não pode ser apreendida só na esfera da circulação do capital, ou seja, no mercado, mas deve ser tratada na esfera da produção de capital. Você quer tirar no curto prazo salário real dos trabalhadores para lhes dar mais crescimento e, assim, mas salário real no futuro. Eles, no entanto, precisam saber bem o que essa proposta significa. Será que o crescimento é solução? Será que ele vem mesmo? Será que ele beneficiará mais os trabalhadores do que os capitalistas? Ficam, então, essas questões. Voltamos à tese de que primeiro é preciso crescer para depois distribuir? Abraço. Eleutério.

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  1. Comentários de Eleutério Prado ao meu artigo “A Armadilha Juros-Câmbio: a continuidade do desequilíbrio macroeconômico brasileiro” | José Luis Oreiro
  2. Artigo | lemarx-usp
  3. Brasil: elecciones presidenciales y explotación de la clase trabajadora | E’a
  4. Brasil: elecciones presidenciales y explotación de la clase trabajadora - Created by - In category: Blogs - Tagged with: Brasil, Dilma - E'a | Periódico de Análisis -

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