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Do nosso futuro humano

02/06/2016

Durante os últimos séculos, o capitalismo produziu civilização frequentemente por meios bárbaros. Agora, porém, o potencial civilizador desse sistema de relações sociais, caracterizado sobretudo pela subsunção do trabalho ao capital, está esgotado historicamente. Pois, desde a década dos anos 1970, o processo de modernização deixou de estar acompanhado por modernidade, isto é, por uma prática social e Figura Nova razaopolítica que se orienta efetivamente pela esperança de construir no vindouro um mundo globalmente melhor. Ademais, desde então, como sistema que tornava efetivamente mundializado, ele passou a operar sob a ameaça constante de uma estagnação secular. Foi diante dessa perspectiva que o neoliberalismo se difundiu e se afirmou como prática e pensamento político dominante que tem por função renovar e reativar o capitalismo. Para dar impulso à acumulação de capital em nível mundial, apresentou-se como um paradigma de racionalidade que visava condicionar em geral os comportamentos das pessoas, assim como o sentido do desenvolvimento da sociedade como um todo. Para tanto, ao mesmo tempo em que passou a sacralizar o sistema econômico como uma “ordem social” que se deve preservar acima de tudo, buscou transformar as pessoas em empresas, tratando-as de modo anti-humanista como veículos do processo de concorrência, isto é, como se fossem mero capital humano.

Discute-se essa questão num texto aqui publicado: Do que destrói o nosso futuro humano possível

 

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